O porto amanhecia com cheiro de sal e madeira úmida. Gaivotas riscavam o céu enquanto Luca, de oito anos, observava cada barco como quem lê um livro. Ao lado dele, Ana, sua irmã de seis, apontava o dedo para a linha do horizonte, cheia de perguntas...
A casa na árvore erguia-se entre os galhos de uma velha figueira, onde o vento falava baixo e o tempo, paciente, ensinava devagar. João havia levantado cada tábua com perseverança; Maria, com sua calma sábia, desenhara os cantos onde a luz entraria...














