Quando o Mar Escurece, Brilha o Farol
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Quando o Mar Escurece, Brilha o Farol

No alto do penhasco, o farol derramava sua luz sobre o mar inquieto. Mariana, liderança serena da vila, reuniu ali a comunidade: Carlos, pescador de mãos calejadas; Julia, jovem que sonhava expandir horizontes; Fernando, artista de cores largas; e Ana, forasteira de mapas e livros, que trazia perguntas novas. O encontro buscava aprender a caminhar juntos quando os ventos das ideias sopravam de direções diferentes.

Carlos falou com firmeza: As redes sempre voltaram cheias quando segui o que aprendi do meu pai. Julia respondeu: Se o mar muda, por que não mudamos também o jeito de navegar?. Fernando propôs um mural no farol, um mosaico que contasse a história de todos. Ana, com calma, mostrou cartas estelares e rotas, sussurrando: Conhecer o outro não apaga quem somos; amplia o horizonte. Mariana escutava, fiando silêncios e palavras para não perder ninguém.

De repente, a tempestade. O vento golpeou as janelas, a luz vacilou, e uma embarcação desconhecida surgiu clamando por socorro. O gerador falhou; o farol quase se calou. Mariana tomou o centro, ergueu uma breve oração e distribuiu tarefas. Carlos conhecia as correntes como quem lê o próprio coração; orientou as cordas. Julia acionou contatos e previsão do tempo no celular, guiando intervalos seguros. Fernando improvisou sinalização com lençóis brancos e tinta refletiva. Ana prestou primeiros socorros e, com mapas, achou uma rota de retorno. Diferentes mãos, um só corpo, e a luz voltou a brilhar para todos.

Quando o mar serenou, o silêncio trouxe entendimento. Carlos apertou as mãos de Ana; Julia e Fernando esquissaram o mural com símbolos de cada ofício. Mariana recordou que o farol não escolhe a quem ilumina: apenas serve. Ao pé da torre, pintaram juntos uma faixa de luz que unia céu, redes, pincéis e rotas.

Que a vossa luz brilhe diante dos homens

Lição moral: quando acolhemos os dons e limites uns dos outros, descobrimos que a diferença não ameaça: salva. Respeitar o que o outro traz é permitir que a luz não se apague, mesmo nas noites mais escuras.

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